quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Marx e a Emancipação


Marx e a Emancipação.
                                 (Por Andréa Medeiros, Christiane Medeiros e Jorge Amaral)

Karl Heinrich Marx (1818-1883) foi um intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista e foi o mais revolucionário pensador sociológico.
       Segundo Marx, a sociedade é dividida em duas classes: a dos capitalistas que detêm a posse dos meios de produção e o proletariado ou operariado, tendo como única posse o seu trabalho. Os interesses entre o capital e o trabalho são irreconciliáveis, sendo este debate a essência do seu pensamento, resultando na formação de uma sociedade dividida em classes. Assim, os meios de produção resultam nas relações de produção, formas como os homens se organizam para executar a atividade produtiva. Tudo isso gera desigualdades, dando origem à luta de classes.
      Marx foi um defensor do comunismo, pois essa seria a fase final da sociedade humana, alcançada somente a partir de uma revolução proletária, acreditando na ideia de uma sociedade igualitária. Seu pensamento voltava-se para a realidade concreta, em que os trabalhadores eram explorados em fábricas e deixavam seus patrões cada vez mais ricos, enquanto eles e suas famílias ficavam cada vez mais pobres.
      Marx foi o primeiro pensador econômico que criticou a dinâmica do modelo capitalista. Para ele, no capitalismo o trabalhador perde a autonomia do processo produtivo, passa a ser submisso a administradores, principalmente a partir de modernas máquinas, Marx chama esse processo de alienação. Consequência da divisão do trabalho, a alienação produz o fetiche da mercadoria, é como se a mercadoria tivesse vida própria. O fetiche ocultaria a principal característica, que é ser fruto do trabalho humano. Alienação, para Marx, tem um sentido negativo em que o trabalho, ao invés de realizar o homem, o escraviza; ao invés de humanizá-lo, o desumaniza. O homem troca o verbo ser pelo ter, sua vida passa a medir-se pelo que ele possui e não pelo que ele é. Marx concebeu diferentes formas de alienação, como a religião ou o Estado, em que o homem, longe de tornar-se livre, cada vez mais se aprisionaria, mas uma alienação é básica, segundo Marx era a alienação econômica, que pode ser descrita de duas formas: o trabalho como atividade fragmentada e como produto apropriado por outros.
          Considerando as formas de alienação e dominação religiosa, política e econômica, podemos dizer que a questão principal da filosofia política do Marx é a emancipação humana e que a consolidação dessa matriz do seu pensamento se dá através de uma novidade, a exigência de que tal busca aconteça no plano das criações conceituais e da ação política transformadora. Essa ideia de emancipação humana se daria pelo reencontro do homem com ele mesmo. A superação da alienação passa, necessariamente, pelo rompimento dos elos de dominação do sistema capitalista, da propriedade privada e pela instalação do comunismo.  A questão de Marx é que a alienação produzida pela propriedade privada na ideologia e nas formas de dominação do capitalismo separa o homem, enquanto indivíduo, da sua condição e consciência genérica e, portanto, da sua capacidade de construir uma vida política. Sem a ação política, a liberdade individual torna-se uma impossibilidade ou, no máximo, toma a forma de uma ilusão. A emancipação só pode ser concebida em termos da conquista da igualdade. Nesse sentido, a liberdade política significa poder político do povo, em sua oposição ao poder do Estado de direito burguês.
         Marx, ao desenvolver a crítica da sociedade burguesa, ressaltou a existência de uma práxis social transformadora à perspectiva de classe do proletariado, alvo da exploração exercida pela referida sociedade. Assim, em Marx, práxis passa a ser o conceito central de uma nova filosofia, que não quer permanecer como filosofia, mas transcender-se tanto em um novo pensamento metafilosófico como na transformação revolucionária do mundo. Então, a definição de práxis será empregada no sentido da ação transformadora, da transformação social, isto é, num sentido revolucionário (práxis revolucionária).
         Em sua teoria predominava o sentido de mais-valia, que significava que o capitalista não pagava ao trabalhador por tudo que ele produz, apenas o suficiente para mantê-lo vivo. Com isso os donos de negócios ficavam mais ricos e os trabalhadores cada vez mais pobres.
         A teoria marxista da mais-valia pode ser compreendida da seguinte forma: suponhamos que um funcionário leve 2 horas para fabricar um par de calçados. Nesse período ele produz o suficiente para pagar todo o seu trabalho. Mas, ele permanece mais tempo na fábrica, produzindo mais de um par de calçados e recebendo o equivalente à confecção de apenas um. Em uma jornada de 8 horas, por exemplo, são produzidos 4 pares de calçados. O custo de cada par continua o mesmo, assim também como o salário do proletário. Com isso, conclui-se que ele trabalha 6 horas de graça, reduzindo o custo do produto e aumentando os lucros do patrão. Esse valor a mais (mais-valia) é apropriado pelo capitalista e constitui o que Karl Marx chama de "Mais-Valia Absoluta". Além de o operário permanecer mais tempo na fábrica o patrão pode aumentar a produtividade com a aplicação de tecnologia. Dessa forma, o funcionário produz ainda mais. Porém o seu salário não aumenta na mesma proporção. Surge assim, a "Mais-Valia Relativa”. Com esse conceito Marx define a exploração capitalista.
       Diante de tanta desigualdade nas negociações entre capitalistas e proletários, os trabalhadores passaram a se organizar em sindicatos com objetivo de defender os interesses dos trabalhadores. Para Marx, o trabalho é fundamental para o homem enquanto ser social. Criou uma educação politécnica, onde incluía a educação física. Com essa educação possibilitaria que o indivíduo tivesse uma leitura ampla e transformadora, um individuo crítico.

       Nessa educação transformadora, a escola teria basicamente um duplo papel: primeiro, desmascarar todas as relações sociais, relações de dominação e exploração, estabelecidas pelo capitalismo no âmbito da sociedade, tornando cada indivíduo consciente da realidade social na qual ele está inserido; segundo, militar pela abolição das desigualdades sociais, pelo fim da dominação e exploração de uma classe sobre outra, com isso transformar a sociedade.
       Infelizmente, os princípios estabelecidos por Marx não tem sido utilizados, uma vez que o modelo de educação que temos no Brasil é altamente exclusivo, discriminatório, onde só os indivíduos da classe dominante têm reais chances de alcançar uma melhor posição social no interior de seu grupo.
      Mesmo tantos anos depois de sua morte, Marx continua a influenciar historiadores e cientistas sociais que independente de aceitarem ou não suas teorias concordam com a ideia de que para se compreender uma sociedade deve-se entender primeiramente sua forma de produção.
Pensamentos de Karl Marx
·         Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência;

·         Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo;

·         O trabalhador só se sente a vontade no seu tempo de folga, porque o seu trabalho não é voluntário, é imposto, é trabalho forçado.














sexta-feira, 19 de outubro de 2012



Um pouco da história da Pedagogia.

Origem.

            A palavra Pedagogia (παιδαγωγός ou Paidagogos) tem origem na Grécia antiga e era formada por duas palavras: paidós = crianças e agogos = condutor. Seu significado etimológico é preceptor, aquele que conduz, ou seja, condutor de crianças, aquele que ajuda a conduzir o ensino. No inicio, este era o trabalho de um escravo que também tinha como incunbências dar formação intelectual e cultural ao seu pupilo.  Numa visão mais atual Pedagogia é uma ciência, um conjunto de teorias, princípios e métodos da educação e do ensino cujo atual preocupação é encontrar formas de levar o indivíduo ao conhecimento. Juan Amós Comenius, monge cujo nome de batismo era Jan Komensky (1592-1670), nasceu em Moravia (parte da ex República Tcheca) é considerado o pai da Pedagogia. Líder religioso daquele país, estudou na Universidade de Heidelberg, foi professor e reitor nas cidades de Pierov e Fulnek, em Moravia.
            Efetivamente, a Pedagogia surgiu no sec. XVII tendo em Comenius, um dos seus principais iniciadores ele que foi o criador da Didática Moderna sendo considerado um dos maiores educadores do sec. XVII. Já naquele tempo, ele defendia a necessidade da interdisciplinaridade, da afetividade do educador, interações educacionais entre família e escola, o desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito científico. Sua grande obra foi o livro “A Grande Didacta” que embasou o pensamento educacional da instituição escolar moderna.

Objetivos.
O Objetivo Natural.
O objetivo é sem dúvida a EDUCAÇÃO, o processo de ensino e aprendizagem e como intervir e/ou de transmitir tecnicamente o conhecimento já que o Pedagogo é antes de tudo um ser humano, um indivíduo, ser social e cidadão. Mesmo sendo o campo educacional muito vasto, o Pedagogo deve buscar uma melhor forma de promover a contrução do conhecimento tendo como sua poderosa aliada a Didática. É um profissional que deve conhecer bem o seu objeto de estudo e produzir algo novo na sistemática mesma da Pedagogia e promover sempre uma reflexão nos educandos. Nos atuais, a Pedagogia esta presente em praticamente todas as ramificações profissionais ajudando e formando novos profissionais destas diversas areas de atuação.
 O Objetivo Profissional.
Atualmente, denomina-se pedagogo o profissional cuja formação é a Pedagogia, que no Brasil é uma graduação e que, por parte do MEC - Ministério da Educação e Cultura é um curso que cuida dos assuntos relacionados à Educação por excelência, portanto se trata de uma Licenciatura, cuja grade horário-curricular atual estipulada pelo MEC confere ao pedagogo, de uma só vez, as habilitações em educação infantil, ensino fundamental, educação de jovens e adultos, coordenação educacional, gestão escolar, orientação pedagógica, pedagogia social e supervisão educacional, sendo que o pedagogo também pode, em falta de professores, lecionar as disciplinas que fazem parte do Ensino Fundamental e Médio, além se dedicar à área técnica e científica da Educação, como por exemplo, prestar assessoria educacional. Devido a sua abrangência, a Pedagogia engloba diversas disciplinas, que podem ser reunidas em três grupos básicos: disciplinas filosóficas, disciplinas científicas e disciplinas técnico-pedagógicas. 

A Pedagogia no Brasil.

            Em 04 de abril de 1939, o Decreto-lei 1,190 incluiu o curso de Pedagogia na grade da Faculdade Nacional de Filosofia, da Universidade do Brasil (atual UFRJ). A década de 30 trouxe a reforma Francisco Campos e também debates em torno da criação das universidades brasileiras, influenciados em parte pelo ideário da escola nova. Antes mesmo de se constituir como um curso, a Pedagogia chegou à universidade através dos Institutos de Educação, principalmente pelo Instituto de Educação do Distrito Federal, concebido por Anísio Teixeira e dirigido por Lourenço Filho, em 1932; e do Instituto de Educação de São Paulo, criado um ano depois, por Fernando de Azevedo. Estas experiências somadas as da Universidade de São Paulo referentes à formação profissional de professores secundários, por meio, inicialmente, do Instituto de Educação Caetano de Campos constituíram-se como referencial para instituição do curso de Pedagogia na Faculdade Nacional de Filosofia.
            Quando Francisco Campos assumiu o Ministério da Educação e Saúde Pública, em 18 de novembro de 1930, destacou a necessidade de formação específica para os professores em especial, para atuar no ensino secundário cujo debate já vinha de pelo menos 1931 com a criação da Faculdade de Educação, Ciências e Letras. Os próprios Institutos de Educação foram pensados a partir de uma concepção de pedagogia como ciência, visando proporcionar ao futuro professor a necessária formação para a docência e, também, para a pesquisa.
            Entretanto, formar o professor para atuar no ensino secundário não era a única finalidade dessa faculdade, caberia a ela também o enfoque de um ambiente cultural, que favorecesse uma formação filosófica, sociológica e histórica da “elite pensante” da sociedade da época. Ainda nesta década, foi criado também o curso de Didática cujo Decreto-Lei nº. 3.454, de 24 de julho de 1941 decidiu que a partir do ano de 1942 o Curso de Didática não poderia ser feito simultaneamente a outro curso de bacharelado assim, o Curso de Pedagogia teve por finalidade primeira formar bacharéis e licenciados, de acordo com o modelo 3+1: 3 anos de bacharelado e um ano de licenciatura, sendo esta realizada no Curso de Didática. Quanto aos licenciados, poderiam atuar como professores da Escola Normal.
            Entre os anos de 1939 e de 1962, foi homologado o segundo ato normativo referente ao Curso de Pedagogia, que não mudou nada a forma organizacional.
            Em 1961, fixou-se o currículo mínimo do curso de bacharelado em Pedagogia, composto por sete disciplinas indicadas pelo CFE- Conselho Federal de Educação, e mais duas escolhidas pela instituição com a intenção de definir a especificidade do bacharel em Pedagogia e manter uma unidade de conteúdo em todo o território nacional. Regulamentada pelo Parecer CFE nº. 292/1962, a licenciatura previa o estudo de três disciplinas: Psicologia da Educação, Elementos de Administração Escolar, Didática e Prática de Ensino; esta última em forma de Estágio Supervisionado. Mantinha-se assim, a dualidade, bacharelado e licenciatura em Pedagogia.
            Em 1968, durante o regime militar, houve uma reordenação no ensino superior através da Lei 5.540/68, que teve como consequência a modificação do currículo do curso de Pedagogia, dividindo o curso em habilitações técnicas, para formação de especialistas em Supervisão, Orientação, Administração e Inspeção Educacional, assim como outras especialidades necessárias ao desenvolvimento nacional e às peculiaridades do mercado de trabalho, e orientando-o tendencialmente não apenas para a formação do professor do curso normal, mas também do professor de ensino infantil e fundamental em nível superior, mediante o estudo da Metodologia e Prática de Ensino de 1° Grau sob o argumento de que “quem pode o mais pode o menos” ou de que “quem prepara o professor primário tem condições de ser também professor primário”. Ressalta-se, ainda, que aos licenciados em Pedagogia também era concedido o registro para lecionar Matemática, História, Geografia e Estudos Sociais, no primeiro ciclo do ensino secundário, anterior a 1972. Com isso, o pedagogo recebeu estatus de “Especialista em Educação”.  Hoje a duração no Ensino Superior em Licenciatura Plena em Pedagogia é de quatro anos.
            No inicio da década de 80, várias universidades observaram o momento histórico, a mudança da forma de governo e produziram reformas no currículo para atender o mercado formando profissionais pedagogos e professortes para atuarem na educação pré-escolar e nas séries iniciais do ensino fundamental. A ideia central continuava a mesma, ou seja, ensinar, aprender, gerir escolas, etc.
            Nos dias atuais, o curso de Pedagogia apresenta um vasto currículo que proporciona a seus profissionais um aprendizado mais amplo, consequentemente, mais informações.
            A Lei 9.394/96 (a nova LDB – Lei de diretrizes e Bases da Educação) em seus artigos 62, 63 e 64 trouxe uma grande celeuma: o artigo 62 que introduz a figura dos institutos superiores de educação para responder, juntamente com as universidades, pela formação de docentes para atuar na educação básica; o artigo 63 que, em seu inciso I, institui, dentre os cursos a serem mantidos por esses novos institutos, o curso normal superior destinado à formação de docentes para a educação infantil e para as primeiras séries do ensino fundamental; por fim, o artigo 64 que fixa duas instâncias alternativas à formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, quais sejam, os cursos de graduação em pedagogia ou o nível de pós-graduação. Com certeza a nova LDB trouxe avanços para a educação e, como não me cabe aqui discuti-la ou critica-la, fica aqui registrada a minha esperança por dias melhores para a educação brasileira.

terça-feira, 16 de outubro de 2012



Anton Makarenko.
Imagine um grupo de crianças com quase nenhuma educação e com um monte de problemas. Consideradas marginais, ninguém as queria. Makarenko  quis. O mestre ucraniano Anton Makarenko concebeu um modelo de escola baseado na vida em grupo, na autogestão, no trabalho e na disciplina que contribuiu para a recuperação de jovens infratores
Depois da revolução bolchevique, Lênin queria uma educação igualitária e de qualidade para todos os sovietes.  A ideia era uma educação baseada na Teoria Socialista ou seja: Politécnica, laica e política. Na zona rural essa missão foi dada a Anton Semionovich Makarenko ucraniano e pedagogo, simpatizante das ideias de Lênin.
Makarenko desenvolveu um método que organizava a escola como coletividade e levava em conta os sentimentos, as necessidades e os anseios dos alunos na busca pela felicidade, aliás, um conceito que só seria real se fosse para todos. O que importava eram os interesses da comunidade e das  crianças não importando sua origem ou se eram infratores ou não, todos tinham os mesmos privilégios (como por exemplo opinar e discutir suas necessidades no universo escolar). "Foi a primeira vez que a infância foi encarada com respeito e direitos", diz Cecília da Silveira Luedemann, educadora e autora do livro Anton Makarenko, Vida e Obra A Pedagogia na Revolução. 
Com um pouco de rigidez e disciplina, ele quis formar personalidades, criar pessoas conscientes de seu papel político, cultas, sadias e que se tornassem trabalhadores preocupados com o bem-estar do grupo, ou seja, solidários Makarenko queria formar crianças capazes de dirigir a própria vida no presente e a vida do país no futuro. Exercícios físicos, trabalhos manuais, recreação, excursões, aulas de música e idas ao teatro faziam parte da rotina.. Na nova Rússia socialista, o trabalho era considerado essencial para a formação do homem, não só um valor econômico. Makarenko aprendeu tudo na prática, errava e acertava, primeiro na escola da Colônia Gorki e depois na  Comuna Dzerjinski.  Makarenko registrava tudo  em relatórios, textos e livros. As dificuldades e os desafios daquela época são muito parecidos com os de hoje. Aquelas atitudes de quase um século atrás, correspondiam às necessidades da época, mas servem de reflexão para buscar soluções atuais e entender a educação no mundo. Em 1938 Makarenko publicou “o Livro dos Pais”. O objetivo era mostrar a importância da participação da família na escola e como educar as crianças em tempos difíceis.
         Anton Semionovich Makarenko nasceu em 1888 na Ucrânia, filho de um operário ferroviário e de uma dona de casa. Aprendeu a ler e escrever com a mãe, como a maioria das crianças da época, e logo depois foi matriculado numa escola primária. Lá teve acesso às disciplinas de Língua Russa, Aritmética, Geografia, História, Ciências Naturais, Física, Desenho, Canto, Ginástico e Catecismo, mas não pôde estudar sua língua materna, a ucraniana, proibida pelo império czarista na Rússia, nem Lógica e Filosofia, exclusivas da elite. Aos 17 anos, Makarenko concluiu o curso de Magistério e entrou em contato com as ideias revolucionárias de Lênin e Máximo Gorki, que influenciaram sua visão de mundo e de educação. Sua primeira experiência em sala de aula ocorreu em 1906, na Escola Primária das Oficinas Ferroviárias, onde lecionou por oito anos. Em seguida assumiu a direção de uma escola secundária. Mais consciente do modelo de educação que queria aplicar, ampliou o espaço cultural e mudou o currículo com a ajuda de pais e professores. E estabeleceu o ensino da língua ucraniana. Sua mais marcante experiência deu-se de 1920 a 1928, na direção da Colônia Gorki, instituição rural que atendia crianças e jovens órfãos que haviam vivido na marginalidade. Lá ele pôs em prática um ensino que privilegiava a vida em comunidade, a participação da criança na organização da escola, o trabalho e a disciplina. Publicou novelas, peças de teatro e livros sobre educação, sendo Poema Pedagógico o mais importante. Morreu de ataque cardíaco durante uma viagem de trem em 1939, ano que ficaria marcado pelo início da Segunda Guerra Mundial. 
Sugestão de livros:
- Poema Pedagógico, 3 vols., Anton Makarenko, Ed. Brasiliense, 1983 (disponível apenas em bibliotecas)
-Conferências sobre Educação Infantil, Anton Makarenko, Ed. Moraes, 1981

Fontes de consulta:

- Anton Makarenko, Vida e Obra A Pedagogia na Revolução, Cecília da Silveira Luedemann, 432 págs., Ed. Expressão Popular.
- Wikipedia.com
- revistaescola.abril.com.br
- dominiopublico.gov.br

domingo, 14 de outubro de 2012



Feliz dia dos professores.


            Depois de ter vivido quase 50 anos compreendi que todas as profissões são importantes. Do faxineiro ao presidente da república todos são importantes. Então, para  esta matéria, selecionei algumas: Gari, Policial, Médico, Bombeiro, Padeiro, Político e Professor.
            Sem o Gari, nossas ruas e praças ficariam sujas e entregues a insetos e roedores por exemplo. Este profissional fica feliz quando alguém comenta: nossa como esta rua esta bem limpinha.
            Sem o policial, a lei não seria cumprida e a bandidagem é que ficaria feliz. Quando o povo grita nas ruas “parabéns pela prisão do fulano”, ele fica feliz.
            Sem o médico ficaríamos doentes pois não teríamos quem cuidasse de nós. Ele fica feliz quando salva um paciente e vê ele ir embora pra casa.
            Ah! o Bombeiro, “o louco” que arrisca sua vida pra salvar a dos outros e quando cumpre suas missão, lagrimas de felicidade rolam por seu rosto.
            O Padeiro fica feliz quando todos elogiam seu pão francês e seus pães doces que tanto fazem a nossa alegria.
            Bem, o Professor. Este ai estuda muito, na verdade o bom professor nunca para de estudar. Ele é o “cara” que forma todos os outros profissionais, sem exceção e muitas vezes abre mão de sua vida para que seus alunos tenham o melhor que ele pode dar. Em suma, É O ÚNICO PROFISSIONAL QUE SE REALIZA QUANDO VÊ SEUS ALUNOS, GARIS, POLICIAIS, MÉDICOS, BOMBEIROS, PADEIROS E TANTOS OUTROS REALIZADOS E FELIZES. ESTA É A REALIZAÇÃO DO PROFESSOR.
            E ai vocês vão dizer: você não falou dos políticos. Ai eu respondo: quando eles aprenderem a viver com o salário de um professor, eu falo deles.

PARABÉNS COLEGAS QUE DEUS ABENÇOE VOCÊS!!!!