Um pouco da
história da Pedagogia.
Origem.
A
palavra Pedagogia (παιδαγωγός ou Paidagogos) tem
origem na Grécia antiga e era formada por duas palavras: paidós = crianças e agogos = condutor. Seu significado etimológico
é preceptor, aquele que conduz, ou seja, condutor de crianças, aquele
que ajuda a conduzir o ensino. No inicio, este era o trabalho de um escravo
que também tinha como incunbências dar formação intelectual e cultural ao seu
pupilo. Numa visão mais atual Pedagogia
é uma ciência, um conjunto de teorias, princípios e métodos da educação e do
ensino cujo atual preocupação é encontrar formas de levar o indivíduo ao
conhecimento. Juan Amós Comenius, monge cujo nome de batismo era Jan Komensky
(1592-1670), nasceu em
Moravia (parte da ex República Tcheca) é considerado o pai da Pedagogia. Líder religioso daquele país, estudou
na Universidade de Heidelberg,
foi professor e reitor nas cidades de Pierov e Fulnek, em
Moravia.
Efetivamente, a Pedagogia surgiu no
sec. XVII tendo em Comenius, um dos seus principais iniciadores ele que foi o
criador da Didática Moderna sendo
considerado um dos maiores educadores do sec. XVII. Já naquele tempo, ele
defendia a necessidade da interdisciplinaridade, da afetividade do educador, interações
educacionais entre família e
escola, o desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito científico. Sua
grande obra foi o livro “A Grande Didacta” que embasou o pensamento
educacional da instituição escolar moderna.
Objetivos.
O Objetivo
Natural.
O
objetivo é sem dúvida a EDUCAÇÃO, o processo de ensino e aprendizagem e como
intervir e/ou de transmitir tecnicamente o conhecimento já que o Pedagogo é
antes de tudo um ser humano, um indivíduo, ser social e cidadão. Mesmo sendo o
campo educacional muito vasto, o Pedagogo deve buscar uma melhor forma de
promover a contrução do conhecimento tendo como sua poderosa aliada a Didática.
É um profissional que deve conhecer bem o seu objeto de estudo e produzir algo
novo na sistemática mesma da Pedagogia e promover sempre uma reflexão nos educandos.
Nos atuais, a Pedagogia esta presente em praticamente todas as ramificações
profissionais ajudando e formando novos profissionais destas diversas areas de
atuação.
O Objetivo Profissional.
Atualmente,
denomina-se pedagogo o
profissional cuja formação é a Pedagogia, que no Brasil é
uma graduação e que,
por parte do MEC - Ministério da Educação e Cultura é um curso que cuida dos
assuntos relacionados à Educação por excelência, portanto se trata de uma Licenciatura, cuja grade
horário-curricular atual estipulada pelo MEC confere ao pedagogo, de uma só
vez, as habilitações em educação infantil, ensino fundamental, educação de
jovens e adultos, coordenação educacional, gestão escolar, orientação
pedagógica, pedagogia social e supervisão educacional, sendo que o pedagogo
também pode, em falta de professores, lecionar as disciplinas que fazem parte
do Ensino Fundamental e Médio, além se dedicar à área técnica e científica da
Educação, como por exemplo, prestar assessoria educacional. Devido a sua
abrangência, a Pedagogia engloba diversas disciplinas, que podem ser reunidas
em três grupos básicos: disciplinas filosóficas, disciplinas científicas e
disciplinas técnico-pedagógicas.
A Pedagogia no
Brasil.
Em 04 de
abril de 1939, o Decreto-lei 1,190 incluiu o curso de Pedagogia na grade da
Faculdade Nacional de Filosofia, da Universidade do Brasil (atual UFRJ). A
década de 30 trouxe a reforma Francisco Campos e também debates em torno da
criação das universidades brasileiras, influenciados em parte pelo ideário da
escola nova. Antes mesmo de se constituir como um curso, a Pedagogia chegou à
universidade através dos Institutos de
Educação, principalmente pelo Instituto de Educação do Distrito Federal, concebido por Anísio Teixeira e dirigido por Lourenço Filho,
em 1932; e do Instituto de Educação de São Paulo, criado um ano depois, por
Fernando de Azevedo. Estas experiências somadas as da Universidade de São Paulo
referentes à formação profissional de professores secundários, por meio,
inicialmente, do Instituto de Educação Caetano de Campos constituíram-se como
referencial para instituição do curso de Pedagogia na Faculdade Nacional de
Filosofia.
Quando
Francisco Campos assumiu o Ministério da Educação e Saúde Pública, em 18 de
novembro de 1930, destacou a necessidade de formação específica para os
professores em especial, para atuar no ensino secundário cujo debate já vinha
de pelo menos 1931 com a criação da Faculdade de Educação, Ciências e Letras.
Os próprios Institutos de Educação foram pensados a partir de uma concepção de
pedagogia como ciência, visando proporcionar ao futuro professor a necessária
formação para a docência e, também, para a pesquisa.
Entretanto,
formar o professor para atuar no ensino secundário não era a única finalidade
dessa faculdade, caberia a ela também o enfoque de um ambiente cultural, que
favorecesse uma formação filosófica, sociológica e histórica da “elite
pensante” da sociedade da época. Ainda nesta década, foi criado também o curso
de Didática cujo Decreto-Lei nº. 3.454, de 24 de julho de 1941 decidiu que a
partir do ano de 1942 o Curso de Didática não poderia ser feito simultaneamente
a outro curso de bacharelado assim, o Curso de Pedagogia teve por finalidade
primeira formar bacharéis e licenciados, de acordo com o modelo 3+1: 3 anos de
bacharelado e um ano de licenciatura, sendo esta realizada no Curso de
Didática. Quanto aos licenciados, poderiam atuar como professores da Escola
Normal.
Entre os
anos de 1939 e de 1962, foi homologado o segundo ato normativo referente ao
Curso de Pedagogia, que não mudou nada a forma organizacional.
Em 1961,
fixou-se o currículo mínimo do curso de bacharelado em Pedagogia, composto por
sete disciplinas indicadas pelo CFE- Conselho Federal de Educação, e mais duas
escolhidas pela instituição com a intenção de definir a especificidade do
bacharel em Pedagogia e manter uma unidade de conteúdo em todo o território
nacional. Regulamentada pelo Parecer CFE nº. 292/1962, a licenciatura previa o
estudo de três disciplinas: Psicologia da Educação, Elementos de Administração
Escolar, Didática e Prática de Ensino; esta última em forma de Estágio
Supervisionado. Mantinha-se assim, a dualidade, bacharelado e licenciatura em
Pedagogia.
Em 1968,
durante o regime militar, houve uma reordenação no ensino superior através da Lei
5.540/68, que teve como consequência a modificação do currículo do curso de
Pedagogia, dividindo o curso em habilitações técnicas, para formação de
especialistas em Supervisão,
Orientação, Administração e Inspeção Educacional, assim como outras
especialidades necessárias ao desenvolvimento nacional e às peculiaridades do
mercado de trabalho, e orientando-o tendencialmente não apenas para a
formação do professor do curso normal, mas também do professor de ensino
infantil e fundamental em nível superior, mediante o estudo da Metodologia e
Prática de Ensino de 1° Grau
sob o argumento de que “quem pode o mais pode o menos” ou de que “quem prepara
o professor primário tem condições de ser também professor primário”.
Ressalta-se, ainda, que aos licenciados em Pedagogia também era concedido o
registro para lecionar Matemática, História, Geografia e Estudos Sociais, no
primeiro ciclo do ensino secundário, anterior a 1972. Com isso, o
pedagogo recebeu estatus de “Especialista
em Educação”. Hoje a duração no
Ensino Superior em Licenciatura Plena em Pedagogia é de quatro anos.
No inicio da década de 80, várias universidades
observaram o momento histórico, a mudança da forma de governo e produziram
reformas no currículo para atender o mercado formando profissionais pedagogos e
professortes para
atuarem na educação pré-escolar e nas séries iniciais do ensino fundamental. A
ideia central continuava a mesma, ou seja, ensinar, aprender, gerir escolas,
etc.
Nos
dias atuais, o curso de Pedagogia apresenta um vasto currículo que proporciona
a seus profissionais um aprendizado mais amplo, consequentemente, mais
informações.
A
Lei 9.394/96 (a nova LDB – Lei de diretrizes e Bases da Educação) em seus
artigos 62, 63 e 64 trouxe uma grande celeuma:
o artigo 62 que introduz a figura dos institutos superiores de educação para
responder, juntamente com as universidades, pela formação de docentes para
atuar na educação básica; o artigo 63 que, em seu inciso I, institui, dentre os
cursos a serem mantidos por esses novos institutos, o curso normal superior
destinado à formação de docentes para a educação infantil e para as primeiras
séries do ensino fundamental; por fim, o artigo 64 que fixa duas instâncias
alternativas à formação de profissionais de educação para administração,
planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação
básica, quais sejam, os cursos de graduação em pedagogia ou o nível de
pós-graduação. Com certeza a nova LDB trouxe avanços para a educação e, como
não me cabe aqui discuti-la ou critica-la, fica aqui registrada a minha
esperança por dias melhores para a educação brasileira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário